Da Redação, por Ronald Lana
O projeto de lei que prevê a obrigatoriedade do plano de condução para veículos em cidades com mais de 500 mil habitantes passou pela câmara e pelo senado sem nenhuma oposição e será sancionada pelo Presidente da República na próxima segunda-feira (11/4).
O procedimento proposto por deputados com base no projeto do CICTT – Centro Integrado de Controle de Transporte Terrestre, tornará obrigatório o uso do equipamento para registro do plano de condução, denominado CIPC – Controle Integrado de Plano de Condução, para controle do tráfego terrestre de veículos motorizados nas grandes cidades.
Entenda a criação do CIPC
O módulo de registro do plano de condução foi desenvolvido por pesquisadores da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com a Google em 2013, e aperfeiçoado com investimentos federais até chegar ao primeiro protótipo comercial apresentado em 2016. Desde então montadoras de todo o mundo se interessaram pelo projeto e apoiaram as pesquisas e formulação do projeto de lei no Brasil, que foi apresentado ao senado em 2018.
Funcionamento do CIPC
O módulo CIPC veicular se integra à rede de inteligência do CICTT, responsável pelo controle de tráfego de veículos motorizados nas grandes cidades brasileiras. O módulo faz registro do plano de condução informado pelo motorista: basicamente o local do destino e a previsão de partida. As informações são enviadas à CICTT que processa a melhor rota e autoriza o horário de partida do veículo e a velocidade média que deverá ser mantida. A previsão de saída pode atrasar em até cinco minutos, pois é levado em consideração o melhor momento do fluxo de veículos, com o objetivo de reduzir o tempo em congestionamentos ou semáforos.
O equipamento permitirá o envio de informação sobre deslocamentos de emergência, através de uma tecla especial. Dependendo da necessidade do condutor: hospital, posto policial ou, por exemplo, clínica veterinária, o CIPC orientará a melhor rota, sinalizando outros condutores sobre a proximidade de um veículo em situação de emergência.
Também poderão ser agendadas rotas diárias, rotineiras. Nestes casos o CIPC irá privilegiar as saídas destes veículos, bem como os veículos que executarem o agendamento do plano de condução com uma hora de antecedência.
Desde que foram iniciados os estudos, em 2012, as grandes cidades brasileiras já apresentavam falência dos sistemas viários, vindo ao colapso em 2016, quando foi registrado somente em São Paulo 290 Km de congestionamentos. O acesso facilitado ao carro zero, o barateamento da tecnologia e o incentivo à aquisição dos carros híbridos causaram um estouro nas vendas. O que se viu desde então nas ruas foi o aumento de motoristas solitários, com uma frota que ultrapassou a marca de um veículo por habitante nos grandes centros urbanos.
Desde que foi apresentado o primeiro protótipo comercial em 2016, o projeto causou polêmica e até protestos. No entanto ficou claro que, o que estava sendo controlado não era o direito de ir e vir do cidadão, mas o uso de um equipamento de transporte que deveria se tornar racionalizado e otimizado.
Os investimentos nos transportes coletivos trouxeram resultados, no entanto a demanda da solução de transporte individual, familiar ou corporativo manteve o crescimento, tornando a solução de controle de tráfego a mais viável, com menor custo.
A lei sancionada irá estabelecer o prazo de três anos para as montadoras implantarem a tecnologia nos novos veículos e quatro anos para que os proprietários de veículos usados façam a instalação dos equipamentos.
O custo do equipamento, com instalação, está previsto em R$ 35,00. A mensalidade do pacote de dados para funcionamento do equipamento será de R$ 1,75. Os veículos que forem identificados em operação sem o equipamento a partir de 2025 receberão advertência e o condutor perderá 7 pontos na carteira. A partir de 2026 a penalidade será a apreensão do veículo, multa de R$ 1900,00 e 14 pontos na carteira.
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Translated by Google
Technology | Plan will be mandatory for vehicles driving in cities with populations exceeding 500.000 inhabitants
The bill provides that the obligation to plan for vehicles driving in cities with more than 500 thousand people passed through the chamber and the Senate without any opposition and sanctioned by the president on next Monday (11 / 4).
The procedure proposed by Members based on CICTT project - the Integrated Control of Land Transportation, would require the compulsory use of the equipment to record the driving schedule, called CIPC - Integrated Management Plan for Transportation for traffic control of land vehicles powered in large cities.
Understand the creation of CIPC
The registration module of the driving schedule was developed by researchers from UFMG - Federal University of Minas Gerais in partnership with Google in 2013 and improved with federal investments to reach the first commercial prototype presented in 2016. Since then, automakers around the world interested in the project and supported the research and formulation of the bill in Brazil, which was presented to the Senate in 2018.
Operation of the CIPC
The module integrates with CIPC vehicular network intelligence CICTT, responsible for controlling motor vehicle traffic in big cities. The module plane registration drive told the driver: basically, the place of destination and expected departure. The information is sent to processing CICTT the best route and authorize the departure of the vehicle and the average speed to be maintained. The expected output may delay up to five minutes because it is taken into account the best time of the flow of vehicles, aiming to reduce time in traffic jams or traffic lights.
The equipment will allow the posting of information on displacement of an emergency, through a special key. Depending on need driver: hospital, police station or, for example, veterinary clinic, the CIPC will guide the best route, signaling other drivers on the proximity of a vehicle in an emergency situation.
It also may be scheduled daily routes, routine. In these cases, the CIPC will focus on the outputs of these vehicles, and vehicles that perform the scheduling of the driving schedule with an hour in advance.
Since the studies were initiated in 2012, Brazil's largest cities have had failure of road systems, the collapse came in 2016 when it was recorded in only 290 km from Sao Paulo congestion. Easier access to new car, the cheaper the technology and encouraging the purchase of hybrid cars caused a burst in sales. What we saw on the streets since then, the proportion of lone drivers with a fleet that surpassed one vehicle per capita in urban centers.
Since it announced the first commercial prototype in 2016, the project has caused controversy and even protests. However it became clear that what was being controlled was not the right of citizens to come and go, but the use of a transportation equipment that should become streamlined and optimized.
Investments in public transport have brought results, however the demand of freight transport individual, family or corporate continued to grow, making traffic control solution more viable, with lower cost.
The bill passed will establish within three years for automakers to roll out the technology in new cars and four years for owners of vehicles used to make the installation of equipment.
The cost of equipment, installation, provision is made for R$ 35,00. The monthly data package for equipment operation is R$ 1,75. Vehicles that are identified without the equipment in operation from 2025 warning and the driver will lose 7 points in the portfolio. From 2026 the penalty will be the seizure of the vehicle, a fine of R$ 1,900.00 and 14 points in the wallet.
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